É o gérmen da Vida
Da Forma
E do Amor
Da Forma
E do Amor
Alice Bailey
Alice Bailey ensina ainda que a vibração de Vénus é a primeira percepção do Sagrado, a primeira emoção que o Ser Humano tem da Unidade. Partindo do principio que Sacro é o que contem a essência Eterna das coisas. Isso que tem o poder de unificar, de transcender a dualidade.
Os Mestres Taoístas ensinam que houve uma “quebra”, no Circulo Primordial da Perfeição. Esta quebra da Unidade gerou a Polaridade, a divisão-do-Mundo, a tensão dos contrários. Neste processo, alguma coisa se perdeu. Um missing link, algo que importa refazer, reencontrar, para que a ”brecha Cósmica” assim criada, que nos faz sentir vazios, inseguros e dissociados, possa ser transcendida…
Todas as Grandes Tradições Espirituais do Mundo por outras palavras, mencionam uma “queda”, uma “ruptura” na Harmonia primordial.
A Alma é quem, em nós, traz a memória dessa ruptura. Ė ela que, em nós sente, a insatisfação da Unidade perdida. A Alma traz, nos seus registos arquetípicos, uma memória de perda e de possível Redenção. A Alma é quem “suporta” o Projecto maior. O desejo de Amar nasce da carência intemporal da Alma, na sua secular e continua procura da Unidade. Só nesta dimensão se pode verdadeiramente situar a Sacralidade de Vénus, a intenção essencial do seu propósito, no processo ascendente da nossa evolução.
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Maria Flávia de Monsaraz, Vénus, Marginália Editora, 2004



